domingo, 21 de setembro de 2008

Aconchego, lisonjea e consolo.

Faz tempo que não escrevo aqui, ando tão ocupada ultimamente, correria geral. Sem tempo pra tirar minha sobrancelha, fazer minha unha. Eu mesma estou tapeando a minha beleza e fazendo o que posso. Mas tudo está encaminhando no seu devido lugar.
Trabalho novo, ou não. Engraçado há quase nove anos, eu estava lá, naquela mesma sala, claro, que com a mobilia diferente, pessoas diferentes. Mas o mecanismo do trabalho é o mesmo. O salário é "melhor", e a convivência com as pessoas também. Não que com as outras eram ruim, não é nada disso, apenas com uma, mas passado é passado. Porém depois de nove anos, depois de muitos acontecimentos, bons e ruins, minha vida parece chegar novamente no ponto de partida.
Além do trabalho tem a faculdade, que também está me tomando o tempo, livros para ler, trabalhos para entregar, enfim nada que eu também não posso superar.
O começo ou o recomeço. A falta de tempo ou até mesmo a sobra dele, nos faz crescer, e nos dá novas oportunidades. Fico lisonjeada de pessoas queridas pensar em mim, quando o assunto é trabalho, pois sabem do meu potencial. E o que importa para mim é o poder crescer, cada vez mais.
Sei que tenho em minha família o aconchego. Que posso contar com eles sempre que precisar. E tenho meus amigos, e não são poucos, os quais também posso contar. E eles sabem que podem contar comigo, seja hoje ou daqui nove anos.
E nessa vida corrida, que minha se tornou, ainda encontro tempo para o coração, e não é que está batendo mais forte. Batendo em um compasso mais acelerado. Não sei o que é ainda, mas sei que está sendo bom. Darei tempo ao tempo, descobrirei o que é isso, se valer a pena sigo em frente. Mas caso contrário, será mais uma experiência para somar à minha vida. Vida cheia de carinhos, amores, frase, músicas, amigos, familia...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Infidelidade, decepcão, amor e amizade.

Ser fiel hoje, em um mercado tão competitivo, é simplesmente uma virtude. Casais se unem hoje e separam amanhã. Penso que hoje em dia conseguir encontrar um amor verdadeiro é muito difícil, mas claro não perco as esperanças.
Nunca namorei mais que 6 meses. Meu primeiro namorado foi aos 14 anos, um cara legal, carinhoso e me respeitava muito, fui apaixonada por ele, até que descobri que havia me traído, quando viajava com minhas amigas. O coitado achou que eu ia ficar sem fazer nada, depois que minha prima o viu passar com outra na frente dela. Então veio o desejo de fazer o mesmo, e fiz sem culpa nenhuma, ou melhor até voltar de viagem, percebi que não devia continuar com ele, e preferi dizer que nós não daríamos certo, que era melhor seguirmos nosso caminho.
Depois desse relacionamento um que me marcou muito, foi quando tinha 17 anos, estava no colegial, e fui viajar à um campeonato de atletismo das ETCS_ Escolas Técnicas - enfim ,no primeiro momento éramos amigos, mas alguma coisa aconteceu e a química rolou. Nos víamos todos os dias na escola, até que um certo dia ele me acompanhou até minha casa, mas o que me marcou foi a mão gelada dele na minha, sei lá, acho que ele estava mais ansioso do que eu, e gostei dessa sensação. Ficamos de namorico por quase 2 meses, mas depois ele sumiu, foi morar em Campinas e não se despediu e nem notícias me mandou. Decepcionei , mas a vida continuou.
Outro marcou mais profundamente e até hoje a barriga ainda gela quando o vejo, foi um amigo, estudamos juntos do pré-primário até a quinta série. Eu o odiava e o amava ao mesmo tempo, ele me atormentava, e eu batia, mas ele sempre foi um bom amigo. Anos se passaram e nos perdemos por caminhos diferentes, e depois de três anos nos encontramos e fio então que a atração falou mais alto, do que as brigas da infância. Nos desencontramos novamente e anos mais tarde eis que voltamos a ficar juntos, dessa vez mais maduros, tínhamos 22 anos, e já sabíamos o que queria de nossas vidas, ele como sempre engraçado e carinhoso, uma pessoa inesquecível para mim, seus carinhos, seus olhares, nossas conversas, nossos beijos indescritíveis. Mas minha ambição de querer sempre mais nos separou, acabei trocando uma pessoa muito especial, pelo meu desejo de liberdade e conhecimento pelo mundo. Sei que vamos nos encontrar novamente, ou nessa ou em outra vida, pois o que existiu entre nós nem mesmo o tempo consegue apagar. E sei que ele pensa assim também, mas novamente estamos em momentos diferentes.
E por último e não menos especial, uma pessoa que me ensinou que o amor não aparece assim de uma hora pra outra, que amor é algo que vem com o tempo, com as conquistas, com os carinhos, com as palavras certas nas horas certas, que o que sentimos um pelo outro foi apenas atração, suprimos nossa carência, tanto a minha de ter alguém para me ouvir, e dar carinho, quanto a dele de achar um colo um canto para poder falar o que quer e o que pensa, sobre os acontecimentos de sua vida. Uma espécie de terapeuta, mas com algo a mais. Enfim vimos que nós éramos muito diferentes, que era melhor nos tornarmos apenas bons amigos, pois éramos isso. Ora bons amigos ouve sem cobranças, sem querer ter mais do que dar, bons amigos, sai para tomar uma cervejinha e dividem a conta. E foi isso meu último relacionamento uma amizade com algo mais. Eu gostaria sinceramente de continuar amiga dessa pessoa que tanto me fez crescer e amadurecer em tão pouco tempo, mas as vezes as coisas não são como planejamos. E por um motivo que hoje é a razão da minha vida nós nos perdemos.

Assim nesse mar de emoções e frustrações vou vivendo sem me arrepender de nada, apenas vivendo. Podemos sim aprender e amadurecer com essas experiências de infidelidade, decepções, amores e amizades. Pois estamos sempre em transformação e cada situação vivida foi única e intensa.